Sociedade

Publicado em 06/06/2017

Serial killer de adolescentes trabalha como voluntária em escola após condenação

No início dos anos 1990, Karla Homolka e o marido, Paul Bernardo, estupraram e assassinaram três adolescentes em Ontário (Canadá). Uma das vítimas era Tammy Homolka, irmã caçula de Karla, que após a violência sexual, morreu engasgada com o próprio vômito. O casal sádico gravou em vídeo os crimes cometidos.

Paul foi condenado à prisão perpétua. Dizendo forçada a particar os crimes, Karla colaborou com a Justiça e pegou uma pena bem mais branda: 12 anos de cadeia. Após deixar a prisão em 2005, a canadense se casou com o irmão de um dos seus advogados, mudou de identidade e morou em vários países.

Em 2014, ela voltou ao Canadá com o marido e filhos. O passado parecia frio até que Karla voltou ao noticiário. De acordo com a rede City News, a canadense está trabalhando como voluntária em uma escola no bairro de Notre-Dame-de Grâce, em Montreal. O caso dos assassinatos em série foi “reaberto” automaticamente pela imprensa.

“Como você se sentiria ao saber que seu filho está interagindo com uma assassina em série?”, disse a mãe de um dos alunos matriculados na Greaves Adventist Academy à Breakfast Television.

De acordo com a direção do colégio, Karla acompanhou crianças em passeios temáticos e levou seu cão para interagir com os alunos. O voluntariado dela não é frequente.

A imprensa canadense vem repetindo estas questões: Karla tem direito a uma vida normal? Pagou sua dívida com a sociedade? Muitos acreditam que a pena de Karla foi bastante branda e que a alegação de que fora coagida a participar dos crimes é desmentida pelos vídeos.

Fonte: O Globo






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