Policial

Publicado em 29/06/2017

Mulher é demitida após comer marmita de colega de trabalho

Uma vendedora foi demitida por justa causa depois de ser acusada pela empresa de roubar a marmita de uma colega de trabalho em Atibaia (SP). Ela fez o exame demissional nesta terça-feira (27). O caso foi registrado na Polícia Civil como furto. A funcionária alega que comeu a marmita errada após uma confusão com a identificação dos recipientes com a refeição

A vendedora Vitória Valbão, de 20 anos, foi demitida na última quinta-feira (22) depois que uma colega de trabalho reclamou à gerência da loja em que trabalhavam do furto de uma marmita. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela colega que teve a comida furtada, o recipiente tinha cerca de 800 gramas de pizza.

De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como furto de alimento perecível. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem foi filmada nas câmeras comendo a marmita na cozinha e na recepção do estabelecimento na segunda-feira (19).

No dia seguinte, a colega que ficou sem a comida reclamou à gerência, que pediu o registro das imagens do circuito interno de câmeras.

Vitória explica que ganhou comida de uma colega que estava trabalhando à tarde na segunda-feira (19) e não comeu. À noite, quando foi comer, encontrou apenas um pote na geladeira e achou ser o que a colega havia deixado. Ela alega não ter visto a identificação da real dona que estava embaixo do recipiente.

“A colega me deu a comida e eu comi. O que não esperava era que nesse meio tempo uma pessoa tivesse comido o que ela havia me deixado. Achei que o única comida que poderia estar lá era a minha, já que já era à noite”, conta.
“Só na quinta-feira eles me chamaram na gerência, mostraram o vídeo e disseram que eu seria desligada. Eles pediram que eu assinasse um pedido de demissão ou fariam o registro junto à polícia e me demitiriam por justa causa. O que acabou acontecendo”, conta.

O delegado responsável pelo caso explica que, independente do valor do objeto furtado, a polícia é obrigada a registrar o crime.

“Nós registramos tudo, porque independe o valor para existir o crime. O que nós vamos fazer é ouvir as versões e entender se houve, por exemplo uma falsa comunicação de crime. Se a empresa usou da situação para levar uma funcionária a registrar queixa e poder fazer uma demissão por justa causa”, explica Elton Costa.

Para a advogada especialista em direito trabalhista, Regiane Sgorlon, o caso não configura justa causa e ainda cabe uma penalidade à empresa por assédio moral.

Fonte: G1






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