Sociedade

Publicado em 06/11/2017

Milionário paga R$ 32 mil em dose de whisky centenário e descobre que bebida era falsa

Analistas foram chamados pelo Waldhaus Am See, hotel na Suíça onde a bebida foi vendida, depois que algumas pessoas questionaram a autenticidade da bebida. O chinês escolheu uma garrafa fechada de “single malte”, da marca Macallan, datada de 1878.

O preço foi reconhecido como o mais caro já pago por uma dose de uísque. Porém, análises mostraram que dificilmente a bebida foi destilada antes de 1970. O hotel afirmou que aceitou os resultados do teste de autenticidade e devolveu o dinheiro ao cliente.

O comprador havia sido Zhang Wei, de 36 anos, natural de Pequim. Ele é um dos escritores mais bem-sucedidos na China. Em visita ao bar do hotel suíço em julho, ele resolveu pagar 10 mil francos suíços, ou R$ 32 mil, por uma única dose do uísque.

Mas a suspeita de que a bebida era falsa surgiu logo depois da compra, quando especialistas em uísque apontaram discrepâncias na garrafa na rolha e no rótulo.

A controvérsia levou o hotel enviar o uísque para especialistas da cidade de Dunfermline, na Escócia.
Testes de datação de carbono pedidos por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostraram que existe 95% de chance do destilado ter sido criado entre 1970 e 1972.

Além disso, testes de álcool do laboratório Tatlock and Thomson indicaram que o uísque era misturado. Ele seria composto 60% de malte e 40% de grãos – o que retiraria a possibilidade de que fosse um “single malte”.

Os testes também mostraram que a garrafa era uma espécie de item de colecionador. Se fosse verdadeira, custaria em torno de 300 mil francos suíços, ou R$ 950 mil.

Bernasconi devolveu o dinheiro a Zhang durante uma viagem à China. “Quando eu mostrei os resultados dos testes, ele não ficou bravo. Me agradeceu nossa honestidade e disse que a experiência na Suíça foi muito boa”, disse o representante do hotel.

“Quando vendemos nossos uísques antigos e raros, temos o dever de garantir que eles são 100% autênticos e verdadeiros. Por isso mandamos a garrafa para os testes. Os resultados foram chocantes, e nós estamos felizes em poder reembolsar nosso cliente.”

David Robertson, cofundador da RW101, que realizou a pesquisa, afirmou que o hotel fez os procedimentos corretos para verificar a autenticidade da bebida.

“Nós gostaríamos de pedir a outros vendedores façam a mesma coisa para checar suas garrafas. Nós temos que usar a inteligência para nos defender de falsificadores que tentam enganar os consumidores.”

Fonte: BBC






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