Policial

Publicado em 21/05/2014

Menino de 5 anos leva maconha de presente para professora em MS

Um menino de 5 anos entregou uma porção de maconha de presente para a professora em uma escola municipal na Vila Alves Pereira, em Campo Grande. Segundo a titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Regina Márcia Rodrigues, o Conselho Tutelar foi acionado pela direção do colégio, e o caso, que ocorreu na segunda-feira (19), está sendo investigado pela Polícia Civil.

O conselheiro tutelar Benedito Carlos disse ao G1 que a criança chegou à escola com a droga e quis presentear a professora, alegando que uma tia usava todos os dias e gostava.

A direção da instituição acionou a Guarda Municipal, que confirmou que a porção se tratava de maconha. Após o Conselho Tutelar ter sido acionado, o menino foi levado a um abrigo, onde foi ouvido por psicólogos e assistentes sociais. Segundo Regina Márcia, o menino confirmou que pegou o entorpecente em casa.

Equipes de conselheiros tutelares e policiais civis foram até a residência do garoto e, de acordo com Carlos, a situação no local era de abandono e sujeira. Na casa, estavam um menino de 2 anos e uma adolescente de 14, irmãos do menino, e outra adolescente de 17 anos com o filho, um bebê. Todos estavam sem documentos e também foram encaminhados ao abrigo.

A mãe das crianças não foi localizada, e o pai está preso por tráfico de drogas. A maconha que estava com o garoto foi apreendida e encaminhada à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

As crianças e adolescentes vão passar por acompanhamento psicossocial e devem permanecer no abrigo como medida de proteção. A suspeita é que uma das adolescentes seja usuária de drogas.

Segundo a delegada, a polícia investiga se as crianças também faziam uso da substância. O caso está sendo investigado a partir da denúncia da escola, mas nenhum boletim de ocorrência foi registrado. De acordo com Regina, testemunhas ainda serão ouvidas.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Campo Grande, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1






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