Policial

Publicado em 05/04/2017

Falsa médica é presa nos EUA por usar cimento em cirurgia plástica de pacientes

A mulher transgênero americana Oneal Ron Morris, de 36 anos, foi condenada na semana passada a 10 anos de prisão por homicídio culposo e prática ilegal da medicina. Ela foi considerada culpada pela morte de Shatarka Nuby, que realizou dez procedimentos plásticos entre 2007 e 2011 com Oneal, além de ser condenada por aplicar nas pacientes uma fórmula quase letal de cimento, óleo mineral, cola e selante para pneus.

De acordo com a acusação, Shatarka morreu no início de 2012 após sofrer por meses pelos efeitos colaterais do tratamento promovido por Oneal. De acordo com os legistas, a causa da morte foi falha respiratória por “migração sistemática de silicone” das injeções recebidas pela vítima nas nádegas e nos quadris.

— Minha filha morreu de forma desumana — disse Sherri Pitts, mãe de Shatarka, ao “Washington Post”. — Por 18 meses, ela sofreu sem saber o que estava sendo colocado dentro de seu corpo.

De acordo com a acusação, Shatarka recebeu cerca de dez injeções entre 2007 e 2011, sendo que o primeiro tratamento custou US$ 2 mil, e foi testemunhado por um amigo. A filha mais jovem de Shatarka testemunhou uma outra injeção, e contou que Oneal tinha uma maleta preta com a agulha e uma capa de plástico.

Na época, Oneal se tornou conhecida na internet por ter usado o mesmo procedimento em si mesma, deixando seus quadris extremamente grandes e deformados.

Durante o julgamento realizado na semana passada, Oneal negou repetidamente ter provocado danos intencionais às vítimas e que ela “ nunca” injetaria “qualquer humano com uma substância desconhecida”.

— Eu estou sendo considerada culpada pela mídia e por outras fontes baseadas em mentiras — disse Oneal.

Já a família de Shatarka considerou a pena leve, e pediram pela prisão perpétua da falsa médica.

O advogado de defesa, William Lanphear, alegou que sua cliente não deveria ser presa porque os pacientes sabiam que não estavam lidando com uma médica licenciada.

— Todas as partes compartilham da responsabilidade e da culpa pelas suas próprias ações — disse Lanphear. — Existia um compromisso dos riscos por parte das vítimas.

Fonte: O Globo






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